quinta-feira, 23 de abril de 2015

U_LAB: Resenha-técnica de O Negativo, de Ansel Adams

O processo de filme - O Negativo (E o “Zone System”)

Em O Negativo, Ansel Adams trata sobre o aspecto da fotografia, tais como: luz e filme, exposição, filtro, procedimentos no laboratório entre outros. Para que possamos obter uma boa cópia, temos que usar o controle de imagem, é com ele que analisamos minuciosamente o negativo e vamos fazendo pequenas provas até chegarmos à cópia perfeita.
Sentia-se necessidade de criar um sistema prático que fosse preciso e adaptável a qualquer aspecto técnico ou expressivo da fotografia. Foi então que nasceu o sistema de zonas (Zone System). O primeiro plano foi baseado no artigo de John L. Davenport, que apresentava métodos de revelação para alcançar densidades parecidas de uma série de exposições deixando o negativo mais ou menos tempo no revelador.
Desde o início dos anos 40, o sistema de zonas foi desenvolvido como um método prático de ensinar fotografia. É preciso treinar nossos olhos para ver como a objetiva vê, ou seja, tentar treinar para  que possamos visualizar a imagem como se já estivesse no negativo em preto e branco. Não é uma tarefa fácil, afinal, estamos acostumados a ver tudo em cores e mudar para um mundo surreal seria muito radical e complexo, mas é um dos meios para se aprofundar mais no assunto do negativo e de sua funcionalidade.
Sabemos que o que vemos é diferente do que aquilo que a câmera captura. A luz pode variar  conforme o comprimento da onda.  Tanto a radiação ultravioleta quanto a infravermelha (invisíveis) são capazes de expor a maioria das emulsões fotográficas, do mesmo  modo que outras formas de radiação, como os raios X. Quando a luz atinge uma superfície, ela pode ser transmitida, absorvida ou refletida, depende do objeto.
Nossos olhos se adaptam às alterações na luminância mas o entendimento de que certo material é “branco” está relacionado com nossa percepção de sua verdadeira luminância.

Os compostos do filme

A fotografia depende, basicamente da redução química do metal prata a partir dos haletos de prata que são expostos à luz. O haleto de prata é um termo que desencadeia um grupo de compostos de prata com  cromo, cloro e iodo. Os cristais de haletos de prata expostos à luz são ativados e serão reduzidos a partículas pretas de prata durante a revelação. Na revelação, as partes do filme que ficam expostas a muita quantidade de luz, ficam com maior densidade. Já as que ficam sob menos luz, produzem menos densidades. As áreas escuras correspondem às áreas brilhantes, as áreas densas são as áreas claras e as menos densas produzem áreas escuras.
O negativo perfeito é aquele exposto e revelado de acordo com os tons visualizados para a cópia funcional ou expressiva.
Os filtros são utilizados para neutralizar ou dar mais ênfase a alguma coisa.

Laboratório

O laboratório depende de cada fotógrafo e a sua maneira que achar melhor trabalhar, mas os elementos devem estar distribuídos da seguinte forma: secos com secos e molhados com molhados.

Tempo e temperaturas de revelação

A temperatura está muito relacionada a manuseios com produtos químicos. Na fotografia foi estabelecida uma temperatura padrão de 20ºC. Pois em temperaturas superiores a emulsão fica mais mole e sucessível à afração e arranhões e temperaturas inferiores prolongam o processo de revelação e diminuem a velocidade de reações químicas.

Expansão e contração

O propósito de cada uma delas é alterar a escala de densidade do negativo  que tem sido exposto a um espectro de luminância maior ou menor que o normal.

Reveladores para finalidades especiais

Piro (ácido pirogálico): possui um efeito de curtimento sobre a emulsão, endurecendo-a durante a revelação, reduzindo a migração lateral da prata criando um alto grau de acultância. Também possui uma ação corante que é proporcional a quantidade de prata reduzida.
Procatequina (catecol): evita a penetração do revelador nas camadas inferiores da emulsão produzindo uma revelação suave das densidades elevadas.
Amidol: altamente eficiente na quantidade de haleto de prata reduzido por uma certa quantidade de  revelador.
Fenidona: é um agente revelador que, às vezes, é usado para substituir o metol nas fórmulas de metol e hidroquinona. Usados em menor quantidade, porém, com mais qualidade para filmes mais delicados. Com menos reações alérgicas.
Intensificação e redução: são importantes nas densidades de um negativo após a revelação.

Conclui-se que cada fotógrafo terá um olhar diferente sobre sua fotografia. Ela pode não sair perfeita, talvez a seus olhos seja, assim conforme os ajustes e métodos por ele utilizados.


Fonte:
O Negativo, Ansel Adams - SENAC.

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